O(A) emigrante português(a)

O(A) português(a) que emigra normalmente fá-lo porque é forçado(a) a isso, quer por questões financeiras, quer por questões de realização profissional.

Nestes últimos anos, nomeadamente a partir 2010, tem-se verificado um aumento de uma emigração mais qualificada. Deixar a família, os amigos, hábitos e tradições não é fácil, mas a ideia e a experiência de melhores condições de vida tem um grande peso na decisão final.

Dados de 2015 revelam que a grande maioria da emigração portuguesa fez uma boa integração no país de acolhimento.

Apesar de haver um balanço positivo, nem sempre tudo corre bem no processo de integração. Existem relatos de portugueses que manifestam dificuldades em áreas como:

  • Nas expectativas profissionais iniciais;
  • Nas saudades e sentimento de perda dos familiares;
  • Na adaptação à nova cultura, barreiras linguísticas e dificuldade em fazer novos amigos;
  • Na existência de sentimentos de isolamento e de exclusão social;
  • Custo de vida elevado e dificuldade ao acesso a bens e/ou a serviços relevantes.

No que diz respeito às expectativas profissionais, verifica-se muitas vezes um desfraldar das promessas iniciais de emprego. O(A) emigrante, quando chega ao país de acolhimento, depara-se com outras condições laborais diferentes das iniciais.  Por vezes, o trabalho que encontra não é estável e/ou valorizado como esperava, não consegue poupar como idealizara e encontra mais dificuldade em arranjar emprego.

As saudades e o sentimento de perda dos familiares são recorrentes e agravados com a pandemia que vivemos. A saudades, os sentimentos de perda, de culpa e de tristeza associados à ausência, mais o facto de não estarem todos juntos nos momentos importantes da vida, são por vezes de difícil adaptação e de gerir.

No que se refere à adaptação à nova cultura, barreiras linguísticas e dificuldade em fazer novos amigos, existem relatos de portugueses que experienciaram tais situação, que são algumas vezes geradores de sentimentos negativos. Alguns hábitos culturais (ex.: A alimentação e a forma de comunicar), podem causar uma desadequação. O não domínio da língua do país de acolhimento, pode dificultar a integração profissional e social, nomeadamente na conquista de uma nova rede de amigos.

Os sentimentos de isolamento e de exclusão social poderão advir da dificuldade de adaptação à cultura local, mas a discriminação da sociedade de acolhimento em relação aos estrangeiros poderá também promover o isolamento e a exclusão. Existem países de acolhimento em que as ideias pré feitas em relação ao português são negativas e tal facto poderá levar a um afastamento e um desinvestimento nas relações interpessoais.

No que diz respeito ao custo de vida elevado e dificuldade ao acesso a bens e/ou a serviços relevantes, poderá ser uma grande dificuldade, nomeadamente nos primeiros anos.  As despesas iniciais são maiores do que inicialmente se esperava, nomeadamente no que diz respeito ao alojamento. Em alguns países verificam-se níveis elevados de burocracia e um acesso limitado a serviços de saúde e de educação. Todos estes factores poderão originar desconforto, tristeza e ansiedade.

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